Desembargador Newton Ramos teria usado jatinhos de banqueiro preso para ir a Buenos Aires

Destaques
- •Mensagens obtidas pela PF sugerem que o desembargador federal Newton Ramos solicitou jatinhos privados ao banqueiro Daniel Vorcaro para uma viagem a Buenos Aires.
- •Vorcaro teria providenciado bebidas de luxo, como whisky e espumantes Moët Chandon e Don Pérignon, para o magistrado.
- •A investigação aponta para uma possível conexão entre o desembargador e o ministro Kássio Nunes Marques, apelidada de 'Turma do KN'.
Parece que a relação entre o Judiciário e o mundo financeiro anda mais agitada que o normal. Desta vez, o foco está no desembargador federal Newton Ramos, que teria pedido ajuda ao banqueiro Daniel Vorcaro – sim, aquele que está preso – para uma escapada de Brasília a Buenos Aires no fim de 2024.
As conversas, obtidas pela Polícia Federal, indicam que Vorcaro teria disponibilizado não uma, mas duas aeronaves para o magistrado, e ainda providenciado um verdadeiro open bar com whisky, cerveja e espumantes de marcas como Moët Chandon e Don Pérignon. Detalhes que chamam a atenção, né?
Essa história ganha ainda mais contornos quando lembramos do contrato milionário entre o escritório da esposa de Ramos, a advogada Camilla Ramos, e o Banco Master de Vorcaro, envolvendo pré-precatórios de R$ 8,5 bilhões.
A investigação também aponta para uma possível referência ao ministro do STF Kássio Nunes Marques, com o termo 'Turma do KN', já que Ramos foi juiz-auxiliar de Marques.
A defesa de Camilla Ramos confirmou o voo, mas alegou que foi de caráter estritamente particular e sem vínculo comercial. Já Kássio Nunes Marques negou qualquer envolvimento e declarou amizade com o casal, mas afirmou se declarar suspeito em ações do escritório da advogada.
O caso levanta sérias questões sobre a ética e a separação entre as esferas judiciária e financeira no Brasil. ✈️



