Defesa Civil sob ataque: A fragilidade da identidade digital
Destaques
- •Comprometimento de sistemas da Defesa Civil expõe falhas na gestão de identidades.
- •Ataques exploram a confiança e a governança, não apenas falhas técnicas.
- •Soluções como IAM, PAM e IGA são cruciais para a segurança estrutural.
O recente comprometimento dos sistemas da Defesa Civil não foi apenas uma falha técnica, mas um reflexo da exploração da confiança e da fragilidade na gestão de identidades. Isso demonstra que, quando credenciais válidas são suficientes para comprometer sistemas críticos, o problema se desloca do campo tecnológico para a governança.
Nesse cenário, soluções como Identity and Access Management (IAM), Privileged Access Management (PAM) e Identity Governance and Administration (IGA) se tornam a própria arquitetura de controle, definindo quem pode acessar, o alcance desse poder e assegurando a rastreabilidade.
A resposta comum de reforçar a autenticação, como o 2FA, trata apenas o sintoma. A causa real reside no desalinhamento entre processos, pessoas e tecnologia, onde processos frágeis e a normalização de desvios criam uma falsa sensação de segurança.
O modelo de Zero Trust surge como resposta, mas sua efetividade depende de maturidade e uma mudança cultural profunda, pois a identidade é o núcleo da segurança. A questão central deixa de ser como impedir o ataque e passa a ser quantas identidades já possuem privilégios suficientes para causar um incidente. Afinal, o risco já tem acesso.

