Debêntures Incentivadas: O Fisco Não é o Único Vilão

Destaques
- •Debêntures incentivadas, antes vistas como porto seguro pela isenção de IR, sofrem com alta nos spreads.
- •Fundos de crédito privado registraram saídas líquidas de R$ 11,2 bilhões em setembro.
- •Alguns fundos de debêntures incentivadas acumulam rentabilidade negativa no ano.
A isenção de Imposto de Renda nas debêntures incentivadas já não é garantia de bons ventos. Em setembro e início de outubro, investidores viram os rendimentos desses títulos ficarem abaixo do CDI, um baque para quem buscava segurança.
O vilão da vez? Os spreads, que indicam o prêmio de risco de títulos privados sobre os públicos. Quando eles sobem, o valor do papel cai. E em setembro, o índice Idex-Infra mostrou um aumento de 0,38 ponto percentual nos spreads.
Essa alta nos spreads e os resgates em fundos de crédito privado, que somaram R$ 11,2 bilhões em setembro, pressionaram os retornos. Alguns fundos de debêntures incentivadas acumulam, inclusive, rentabilidades negativas no ano.
E a história pode não ter chegado ao fim. Analistas apontam que os spreads ainda podem subir, especialmente se houver migração de recursos para a bolsa ou mais crises de crédito no radar. 📉



