Data Centers no Brasil: Candidatos apostam em IA e energia limpa, mas atenção aos problemas globais

Destaques
- •Candidatos à Presidência propõem incentivos fiscais e fabricação local para atrair data centers.
- •Brasil busca aproveitar avanço da IA, mas enfrenta debates sobre consumo de energia e água.
- •Países como EUA já lidam com protestos e rejeição popular à expansão do setor.
Enquanto o Brasil discute como atrair mais data centers para impulsionar a IA, outros países já sentem os efeitos colaterais. Candidatos à Presidência brasileira apostam em propostas como incentivos fiscais e fabricação local de componentes para tornar o país um polo tecnológico.
A ideia é aproveitar o avanço da inteligência artificial, mas o debate esquenta quando o assunto é o alto consumo de energia e água por esses centros de dados. Nos Estados Unidos, por exemplo, a expansão tem gerado protestos e rejeição popular, com 64% da população discordando da rápida construção desses empreendimentos.
A diferença na matriz energética é um ponto chave: enquanto os EUA dependem de combustíveis fósseis, o Brasil tem a seu favor a geração em larga escala por fontes renováveis como hidrelétricas, eólica e solar. Especialistas alertam, no entanto, que é preciso aprender com os erros alheios e se precaver para evitar problemas futuros, como o aumento das emissões de carbono e o impacto na conta de luz dos vizinhos.
O regime tributário brasileiro (Redata) já exige contrapartidas socioambientais, como o uso de energia renovável e limites no consumo de água, o que pode ser um diferencial. A disputa entre os candidatos agora é sobre as regras de instalação, e não mais se elas devem ocorrer. A expectativa é que as políticas comecem a surtir efeito em alguns anos, mas a atenção aos detalhes regulatórios, como a definição de 'energia de baixo carbono', será crucial.
