Data Centers: EUA aprovam lei contra aumento de conta de luz, Brasil debate gás natural

Destaques
- •Câmara dos Deputados dos EUA aprova projeto para proteger consumidores de aumentos na conta de luz devido à expansão de data centers.
- •Projeto exige que reguladores estaduais avaliem custos de infraestrutura de energia para grandes consumidores como data centers.
- •No Brasil, debate sobre o uso de gás natural na matriz energética de data centers ganha força, com o Ministério de Minas e Energia defendendo a inclusão do combustível.
A Câmara dos Deputados dos EUA deu um passo importante para blindar o bolso do cidadão comum contra os efeitos colaterais da febre dos data centers. Uma nova lei aprovada por lá quer garantir que esses gigantes consumidores de energia paguem a conta da infraestrutura que precisam para operar.
A proposta, batizada de Lei de Proteção ao Consumidor de Energia, foi aprovada com larga maioria e agora vai para o Senado. A ideia é que os reguladores estaduais deem um olhar mais crítico se grandes consumidores, como os data centers, devem arcar com os custos de expandir a rede elétrica para atendê-los.
Enquanto isso, por aqui, o debate esquenta sobre a matriz energética desses centros de dados. O Ministério de Minas e Energia (MME) está defendendo a inclusão do gás natural no programa de benefícios fiscais para data centers, o Redata.
A justificativa é que o gás natural, apesar de ser um combustível fóssil, garante a estabilidade do fornecimento de energia, essencial para a operação contínua de data centers e para atrair investimentos. Críticos, no entanto, apontam que isso vai na contramão das metas de descarbonização do país.
A decisão final sobre as regras do Redata, que pode autorizar formalmente o uso do gás natural, está nas mãos de uma portaria interministerial. A movimentação reflete um dilema global: como suprir a crescente demanda energética da era digital sem comprometer o meio ambiente. 🌍


