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Daniella Marques defende plano de governo de Bolsonaro para mulheres

25 de outubro de 2026
Daniella Marques defende plano de governo de Bolsonaro para mulheres

Destaques

  • •Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, detalha propostas do plano de governo de Flávio Bolsonaro voltadas para mulheres.
  • •O plano inclui medidas de combate à violência doméstica, apoio a empreendedoras e ampliação de creches.
  • •Marques defende que competência não tem gênero e critica ataques pessoais recebidos durante a campanha.

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, publicou um vídeo no sábado (24.out.2026) defendendo sua trajetória e apresentando propostas do plano de governo do candidato, com foco nas mulheres brasileiras. Marques se apresentou como mãe e profissional do mercado financeiro, enfatizando que "competência não tem gênero" e que a vida pública necessita de pessoas preparadas para resolver problemas reais.

Daniella Marques declarou que, apesar de ter escolhido se expor e fazer sacrifícios para "lutar pelo Brasil" em que acredita, tem sido "duramente atacada com mentiras, insinuações e tentativas de desqualificar" sua trajetória. Ela relatou ter sido "reduzida ao rótulo de mulher da economia e comparada a outra profissional simplesmente porque somos mulheres ocupando espaço na área econômica", em referência a uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante debate na Band.

Plano de governo focado nas mulheres

Em sua declaração, Daniella Marques detalhou a realidade de muitas brasileiras, citando o medo de violência doméstica, a dificuldade de recomeçar após denúncias, a falta de emprego e dinheiro, e a vulnerabilidade das medidas protetivas. Ela mencionou que em 2025, uma mulher foi assassinada a cada 6 horas no Brasil, a maioria dentro de casa. O plano de governo de Bolsonaro, segundo ela, propõe um local único para oferecer ajuda a mulheres vítimas de violência, incluindo atendimento psicológico, orientação jurídica, cursos e oportunidades de emprego, além de crédito para recomeçar e ajuda para renegociar dívidas.

O plano também prevê a possibilidade de pedir medida protetiva pelo celular e o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores de alto risco. Para combater o medo das mães em relação ao tráfico, o plano visa enfrentar facções, retomar territórios dominados pelo crime e oferecer oportunidades para os jovens, como escola e trabalho. Marques também abordou a sobrecarga das mulheres com o trabalho doméstico, a fila de creches e a dificuldade de voltar ao mercado de trabalho. O plano propõe ampliar creches em tempo integral e oferecer ajuda para conseguir vagas na rede particular, além de auxiliar na conquista da casa própria e oferecer cursos gratuitos ligados a oportunidades de trabalho.

Motivações e defesa da competência

Daniella Marques explicou que sua participação na campanha é motivada por conhecer de perto a realidade das mulheres, citando o projeto "Caixa Pra Elas" que, segundo ela, foi encerrado após a posse de Lula. Ela afirmou que "tem espaço para apresentar ideias, questionar e ajudar a construir o plano" de Flávio Bolsonaro, reiterando que "competência não tem gênero" e que a vida pública precisa de gente preparada para resolver problemas reais. Sua fé em Deus a acompanha, mas ela acredita que fé exige responsabilidade e trabalho por um país melhor.

Ela defende a ideia de "pessoas que queiram servir ao Brasil e não se servir de Brasília", argumentando que "só cuida das pessoas quem cuida das contas". Cuidar do dinheiro público, para ela, significa garantir vaga na creche, remédio no posto de saúde e polícia quando uma mulher chama. Marques declarou que escolheu se expor e fazer sacrifícios, debatendo propostas com fatos e respeito, mas tem sido alvo de ataques. Ela lamentou ser "reduzida ao rótulo de mulher da economia" e comparada a outra profissional por ser mulher na área econômica, mas sabia que essa escolha teria um preço. Ela entrou na missão porque acredita ter algo a oferecer ao país, desejando que as mulheres abram a porta de casa sem medo e que os filhos voltem para casa todos os dias.

"As mulheres brasileiras não são frágeis, o que não falta é força, é oportunidade. E eu tenho fé no Brasil, tenho fé na nossa capacidade de mudar o que precisa mudar. Exige trabalho, competência, coragem e compromisso com a vida das pessoas, porque as mulheres precisam de muito mais do que promessa", concluiu.

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