Corrida por minerais críticos: Carajás sob pressão e assentamentos em risco

Destaques
- •Mineradoras cobiçam terras de assentamentos de reforma agrária no Sudeste do Pará em busca de cobre, manganês e níquel.
- •Vale lidera a corrida, com 40% de seus requerimentos sobrepostos a assentamentos rurais.
- •Moradores de assentamentos relatam contaminação e impactos ambientais, enquanto a legislação flexibiliza a mineração em áreas sensíveis.
A transição energética está esquentando a disputa por terras no Sudeste do Pará, e não é por calor, mas por minerais! Mineradoras estão de olho em assentamentos de reforma agrária para extrair cobre, manganês e níquel, essenciais para a tecnologia de ponta.
A Vale lidera essa corrida, com quase metade de seus pedidos de mineração incidindo sobre áreas já consolidadas de reforma agrária. E a coisa fica mais tensa: a Instrução Normativa 112/2021, publicada no governo Bolsonaro, flexibilizou as regras para empreendimentos em assentamentos, abrindo caminho para conflitos.
E quem sente o baque são os moradores. Relatos de contaminação de rios, como o Cateté e o Carapanãzinho, e de impactos ambientais diretos nas comunidades se acumulam, enquanto a riqueza gerada pela mineração parece não chegar a boa parte da população local, criando um cenário de contrastes sociais.




