Corretoras mudam modelo de remuneração de assessores para taxa anual
Destaques
- •Plataformas de investimento como a XP adotam o modelo fee-based, onde o cliente paga uma taxa anual sobre o patrimônio em vez de comissões.
- •O novo modelo visa tornar o custo do serviço mais transparente para o investidor, seguindo tendência internacional.
- •O mercado aguarda para ver como a remuneração baseada em patrimônio afetará a dinâmica de investimentos e a relação cliente-assessor.
A forma como você paga pelo seu assessor de investimentos está mudando. Em vez de comissões embutidas nos produtos, muitas plataformas, como a XP, já oferecem um modelo fee-based, onde uma taxa anual sobre seu patrimônio é cobrada.
Esse movimento espelha o mercado americano, onde essa taxa já representa a maior parte da remuneração dos profissionais. A ideia é trazer mais transparência, tornando o custo do serviço visível para o investidor.
Apesar da mudança na cobrança, o papel do assessor continua o mesmo perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ele segue atuando em nome da corretora, que é responsável por seus atos.
O modelo fee-based, no entanto, cria um novo incentivo: atrair e manter patrimônio, o que pode levar à remuneração da inércia. É fundamental que o investidor entenda os detalhes do contrato e questione sobre a devolução de rebates e a frequência de revisões da carteira.


