Computação Quântica: O Jogo de Alto Risco que o Brasil Não Pode Ignorar
Destaques
- •Computação quântica é vista como tecnologia de alto risco, mas essencial para o futuro estratégico dos países.
- •O medo de ficar para trás (FOMO) impulsiona a corrida global, com potencial para quebrar criptografias atuais.
- •Apesar do hype, computadores quânticos funcionais ainda enfrentam desafios técnicos significativos, especialmente com qubits.
A computação quântica é uma aposta arriscada, mas que nenhum país pode se dar ao luxo de ignorar. Essa é a visão de Alfredo Goldman, professor da USP e membro do IEEE, que vê a tecnologia como um divisor de águas estratégico.
O principal motor dessa corrida global é o FOMO (medo de ficar de fora), com o receio de que computadores quânticos possam quebrar a criptografia atual da internet, abrindo uma vantagem competitiva imensa para quem dominar a tecnologia primeiro.
No entanto, Goldman é cético quanto à velocidade dos avanços. Ele aponta que os protótipos ainda sofrem com erros nos qubits, a unidade básica da computação quântica, e que a tecnologia está em estágio experimental há mais de uma década. A expectativa é de que pouca coisa realmente nova apareça nos próximos 5 anos.
Apesar dos desafios no hardware, a corrida é séria, com iniciativas como a Genesis Mission dos EUA comparada ao Projeto Manhattan. A superação dessas barreiras pode, de fato, revolucionar a segurança digital e a capacidade de processamento. 🌍


