Colossal Laboratories planeja trazer o dodô de volta à vida com edição genética

Destaques
- •Startup Colossal Laboratories, avaliada em US$ 10 bilhões, usa edição genética para recriar espécies extintas.
- •O processo envolve a modificação do genoma do pombo-de-nicobar para emular as características do dodô.
- •A empresa espera ter aves semelhantes ao dodô andando novamente no início da década de 2030.
A ciência moderna está ganhando superpoderes e a Colossal Laboratories quer usá-los para trazer de volta animais que já desapareceram. A startup de biotecnologia, avaliada em US$ 10 bilhões, está focada em usar edição genética para recriar espécies extintas, como o mamute-lanoso e o tigre-da-tasmânia.
O projeto mais recente é o do dodô, ave extinta há cerca de 350 anos. A ideia é reconstruir o genoma do pássaro usando inteligência artificial e dados de aves vivas, como o pombo-de-nicobar, que tem o DNA mais parecido.
A Colossal planeja editar o código genético do pombo-de-nicobar, transferir as células modificadas para uma ave hospedeira, como a galinha, e, a partir da reprodução, gerar um filhote geneticamente idêntico ao dodô.
A empresa acredita que essa tecnologia de "de-extinção" pode ser um mecanismo de inovação para a conservação de espécies ameaçadas hoje, aumentando a diversidade genética e as chances de sobrevivência.
No entanto, o projeto já gerou polêmica. Especialistas questionam se os animais recriados são realmente distintos das espécies vivas e alertam que a "de-extinção" pode desviar o foco da conservação de ecossistemas e espécies que ainda existem.


