Citi mantém cautela com Hapvida e corta preço-alvo para R$ 10
Destaques
- •Analistas do Citi reduzem projeções de lucro e preço-alvo para Hapvida, apesar da alta recente das ações.
- •Banco aponta persistência de desafios operacionais, como perda de beneficiários e queima de caixa.
- •Resultados do terceiro trimestre devem refletir dificuldades do período anterior, com pressão em margens e sinistralidade.
Apesar da alta de 40% nas ações da Hapvida (HAPV3) nas últimas duas semanas, o Citi segue com um olhar cético sobre a recuperação da empresa. O banco revisou suas projeções, cortando o preço-alvo para R$ 10 e diminuindo as estimativas de lucro para 2026 e 2027 em 5% e 12%, respectivamente.
Os analistas do banco afirmam que ainda não enxergam sinais iminentes de melhora nos fundamentos da companhia. Fatores como perda de beneficiários, margens apertadas e queima de caixa continuam a pressionar os resultados, mesmo com a empresa apresentando características que podem atrair investidores, como alta alavancagem e complexa reestruturação.
A expectativa é que o terceiro trimestre mantenha as dificuldades do período anterior, com o início da reestruturação de clientes não rentáveis impactando receita e gerando custos. O Citi projeta perda de 91 mil beneficiários e aumento da sinistralidade, comprimindo a margem Ebitda ajustada para 5,9%.
Um alívio pontual pode vir da recompra de R$ 250 milhões em debêntures com desconto, mas o Citi considera esse efeito não recorrente. A visibilidade sobre a evolução das operações segue limitada, com a companhia projetada a continuar registrando prejuízo e consumo de caixa.

