CIO da Mirabaud: Juros altos e gastos públicos impedem atração de investidores
Destaques
- •Eric Hatisuka, CIO da Mirabaud Family Office, critica o ambiente macroeconômico brasileiro.
- •A falta de 'investment grade' e a 'economia velha' da Bolsa limitam o capital estrangeiro.
- •Mirabaud busca oportunidades nos EUA e Europa, onde o ambiente é mais previsível.
O ambiente macroeconômico brasileiro, marcado por juros elevados e gastos públicos persistentes, dificulta a atração de investidores para a Bolsa, segundo Eric Hatisuka, CIO da Mirabaud Family Office no Brasil. Ele aponta que a dinâmica fiscal, com aumento das despesas com juros e insensibilidade do governo a eles, cria um ciclo de desequilíbrio que afeta a política monetária.
Hatisuka destaca que a imprevisibilidade e a dificuldade de planejamento de longo prazo para empresas, somadas à carga tributária e câmbio desalinhado, tornam o Brasil um mercado mais inóspito. A Bolsa brasileira, refletindo uma 'economia velha' focada em commodities, também carece de atratividade para novos setores.
A ausência do investment grade e a falta de um arcabouço macroeconômico e microeconômico robusto limitam a entrada de capital estrangeiro de longo prazo. O governo, ao manter juros altos, empurra os recursos para a renda fixa, tornando o Brasil o país da renda fixa.
Diante desse cenário, a Mirabaud busca oportunidades nos Estados Unidos e Europa, onde o ambiente institucional e econômico é mais previsível e oferece menor resistência para investimentos em tecnologia, engenharia e farmacêutica.

