Cibersegurança: O paradoxo do 'gato por lebre' no mercado de talentos

Destaques
- •Alta rotatividade em cibersegurança se tornou um risco sistêmico.
- •4,8 milhões de vagas não preenchidas globalmente, com demanda crescente no Brasil.
- •55% das licenças de software em grandes empresas ficam sem uso, gerando desperdício.
A cibersegurança é tratada como prioridade estratégica, mas o capital humano continua sendo visto como commodity. Em um setor com desemprego próximo de zero e escassez de talentos, a alta rotatividade (turnover) virou um risco sistêmico.
O mercado global tem 4,8 milhões de vagas não preenchidas, e no Brasil a demanda cresce 11,2%. Essa dinâmica leva a um desperdício colossal: 55% das licenças de software em grandes empresas ficam sem uso, custando milhões.
Essa falta de maturidade faz com que projetos não se sustentem e funcionalidades críticas nunca sejam ativadas. Empresas gastam US$ 1,76 milhão a mais por incidente de violação de dados por terem equipes subestruturadas.
Para reverter o quadro, a gestão precisa encarar a rotatividade como risco e focar em retenção por propósito, não só por salário. A maturidade em cibersegurança exige permanência e a decisão consciente de parar de tratar especialistas como peças intercambiáveis.




