Nike leva rasteira e ações despencam com projeção pessimista

Destaques
- •Nike divulga projeção de vendas para o próximo ano com queda inesperada.
- •CEO Elliott Hill admite que a recuperação do negócio está demorando mais que o esperado.
- •Guerra na Europa e Oriente Médio, além de desafios na China, impactam negativamente os resultados.
A Nike acordou com um baque nesta quarta-feira. As ações da gigante do esporte despencaram após a empresa divulgar uma perspectiva surpreendentemente pessimista para o próximo ano, complicando os planos do CEO Elliott Hill de virar o jogo.
A previsão agora é de queda de 2% a 4% na receita para o trimestre atual e resultados ainda mais fracos para o resto do ano. Analistas esperavam justamente o contrário: crescimento.
O CEO admitiu que a tarefa é complexa e que algumas partes do negócio estão demorando mais para engrenar.
A Nike está enfrentando um verdadeiro cabo de guerra global. Estoques altos na Europa e Oriente Médio, somados a interrupções de tráfego por conta da guerra, pesam nas contas. A situação na Grande China também não ajuda, com vendas em queda livre.
A recuperação parece mais difícil do que se imaginava.
No último trimestre, as vendas ficaram estáveis em US$ 11,3 bilhões, mas a performance na Europa e Oriente Médio foi de retrocesso. Na China, a queda pode chegar a 20% no trimestre atual, reflexo da desaceleração econômica e concorrência acirrada.
A empresa aposta em um evento para investidores no outono para apresentar um plano de longo prazo. 📉




