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Cibersegurança: Identidade se torna central em ambientes multicloud e híbridos

31 de outubro de 2026
Cibersegurança: Identidade se torna central em ambientes multicloud e híbridos

Destaques

  • •Segurança digital migra da proteção de perímetro para o foco na identidade, diante da complexidade de nuvens múltiplas e trabalho híbrido.
  • •Adoção do modelo Zero Trust e gestão de identidades não humanas (NHIs) são cruciais para mitigar riscos em ambientes distribuídos.
  • •Estratégias de governança de identidade, incluindo automação e monitoramento, são essenciais para proteger dados e sistemas contra acessos indevidos.

A cibersegurança, antes focada na proteção do perímetro da rede com firewalls, precisa se adaptar à realidade de múltiplas nuvens, aplicações distribuídas e trabalho híbrido. Com usuários e sistemas acessando recursos de diversas localidades e plataformas, a identidade, seja humana ou não humana, assume o papel central na proteção digital. A verificação não se limita mais à origem da conexão, mas abrange quem ou o que solicita acesso, suas permissões e a compatibilidade com o contexto.

Em ambientes multicloud e híbridos, a diversidade de mecanismos de autenticação e políticas de acesso pode criar lacunas de visibilidade e dificultar a identificação de acessos indevidos. Um dos principais riscos é o excesso de permissões, com contas antigas ativas, credenciais compartilhadas e privilégios superiores ao necessário ampliando a superfície de ataque. Relatórios da Rubrik Zero Labs indicam que o número de identidades não humanas (NHIs) pode chegar a 82 para cada usuário humano globalmente, um desafio adicional na gestão de acessos.

O modelo Zero Trust e a gestão de identidades não humanas

O modelo Zero Trust (Confiança Zero) estabelece que nenhum usuário, dispositivo ou sistema deve ser considerado confiável automaticamente. O acesso deve ser continuamente avaliado com base em fatores como identidade, contexto, dispositivo, sensibilidade do recurso e risco da solicitação. Na prática, isso envolve a implementação de autenticação multifator, concessão de privilégios mínimos, segmentação e monitoramento contínuo.

A gestão de permissões em ambientes distribuídos é um desafio. A administração isolada pode atrasar a identificação de privilégios excessivos e a resposta a incidentes. Uma estratégia eficiente deve contemplar a criação, concessão, revisão e desativação de acessos, garantindo que cada identidade possua apenas as permissões estritamente necessárias e pelo tempo requerido.

O impacto da Inteligência Artificial na segurança

A expansão da inteligência artificial (IA) adiciona uma nova camada à gestão de identidades. Agentes de IA e sistemas automatizados necessitam de credenciais e permissões para consultar bases de dados e executar tarefas. Quando esses acessos são excessivos ou não monitorados, falhas de configuração ou credenciais comprometidas podem expor sistemas críticos.

A governança de segurança deve, portanto, contemplar também os agentes de IA, com limites claros, rastreabilidade, revisão de permissões e mecanismos de revogação. A estratégia de segurança deve incorporar a identidade à proteção de dados, continuidade dos negócios e gestão de riscos, começando pelo mapeamento de todas as identidades e evoluindo para a integração de controles entre os diferentes ambientes.

A identidade conecta pessoas, aplicações, dispositivos e serviços aos recursos essenciais. Garantir que cada acesso seja legítimo, necessário e monitorado é fundamental para proteger os negócios em uma infraestrutura cada vez mais distribuída e complexa.

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