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China restringe importação de chips de IA da Nvidia apesar da alta demanda

06 de novembro de 2026
China restringe importação de chips de IA da Nvidia apesar da alta demanda

Destaques

  • •Cerca de 600 mil chips H200 da Nvidia aguardam liberação de Pequim para entrar na China continental.
  • •Apesar da demanda de empresas chinesas por processadores avançados de inteligência artificial, o governo chinês mantém restrições à importação, refletindo preocupações com a dependência tecnológica dos EUA.
  • •Pequim autorizou pequenas remessas, mas a oferta limitada eleva os preços no mercado paralelo, com servidores custando milhões de yuans.

Cerca de 600 mil chips H200 da Nvidia estão armazenados em Hong Kong, aguardando autorização do governo chinês para serem enviados à China continental. Apesar da alta demanda de empresas de tecnologia por processadores avançados de inteligência artificial (IA), Pequim ainda não liberou importações em grande escala, refletindo a preocupação com a dependência tecnológica norte-americana.

A resistência chinesa ocorre em um momento em que empresas do país necessitam urgentemente dos chips da Nvidia para atender à crescente demanda por capacidade computacional em IA. Desde 2022, os Estados Unidos impõem controles de exportação que limitam o envio de equipamentos de processamento avançado para a China, incluindo os chips da Nvidia.

Pequim autoriza remessas limitadas e mercado paralelo se aquece

Nos últimos meses, Pequim tem autorizado a entrada de pequenas quantidades do chip H200. Grandes empresas chinesas de internet, como Alibaba, Tencent e ByteDance, receberam aproximadamente 10 mil chips cada. Quantidades menores também chegaram ao país por meio de intermediários e rotas indiretas.

O chip H200, embora não seja o mais recente da Nvidia, oferece capacidades superiores às alternativas chinesas, sendo especialmente útil para o treinamento de modelos de IA quando combinado com o software da fabricante. A oferta restrita, contudo, tem impulsionado os preços no mercado paralelo.

Servidores equipados com esses processadores eram oferecidos na China continental no final de outubro por valores expressivos. Um servidor com oito placas H200 custava mais de 6 milhões de yuans (aproximadamente R$ 4,94 milhões), cerca de três vezes o preço de um ano antes. Servidores com os chips Blackwell mais recentes, também sujeitos a controles de exportação, chegavam a mais de 20 milhões de yuans (cerca de R$ 16,45 milhões).

Disputa tecnológica e prioridade a processadores nacionais

As restrições aos chips de IA fazem parte de uma disputa comercial mais ampla entre Estados Unidos e China. Inicialmente, Washington havia proibido a exportação do H200 para a China, mas a política foi flexibilizada sob o governo de Donald Trump, permitindo a venda para clientes chineses aprovados após negociações.

Em maio, a Reuters reportou que os EUA aprovaram vendas para dez empresas chinesas, incluindo Alibaba, Tencent e ByteDance. No entanto, Pequim estabeleceu suas próprias limitações às importações, sinalizando que empresas de tecnologia devem priorizar processadores chineses para a execução de modelos de IA, especialmente na etapa de inferência.

Apesar das restrições e da busca por alternativas nacionais, empresas chinesas continuam a encomendar produtos da Nvidia. Em outubro, ByteDance, Alibaba e Tencent encomendaram mais de 3 milhões de placas gráficas RTX Pro 5500, um modelo menos potente, mas em conformidade com as regras de exportação dos EUA. O valor combinado desses pedidos superava US$ 35 bilhões.

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