China cede em híbridos, mas UE ainda busca freio para 'tsunami' de carros
Destaques
- •China concorda em conter exportações de veículos híbridos para a União Europeia.
- •Acordo busca evitar tarifas mais duras, mas analistas veem poucas mudanças estruturais.
- •UE planeja medidas de salvaguarda para limitar importações a partir de dezembro.
A China sinalizou que vai frear as exportações de veículos híbridos para a União Europeia, num movimento que busca evitar sanções comerciais mais pesadas do bloco. O acordo, com 16 pontos, foi fechado após negociações tensas e visa dar um respiro à indústria automobilística europeia, que sofre com a concorrência asiática.
A UE, no entanto, não baixou a guarda e pretende implementar medidas de salvaguarda, como cotas tarifárias, a partir de 1º de dezembro para controlar o fluxo excessivo de carros chineses. A pressão de países como Alemanha e França foi crucial para a adoção dessa postura mais firme.
Apesar do acordo, analistas como Joe Peissel da Trivium China avaliam que a China cedeu pouco em relação aos fatores estruturais que causam o enorme déficit comercial da UE. O pacto, visto como uma vitória estratégica de Pequim, ganha tempo para novas negociações, mas não resolve o problema de fundo da balança comercial, que já supera € 1 bilhão por dia. 📉


