CEO da VW leva 'não' do conselho e plano de reestruturação engavetado
Destaques
- •Propostas de cortes de vagas e fechamento de fábricas foram rejeitadas pelo conselho de supervisão.
- •Representantes dos trabalhadores e do governo estadual se opuseram ao plano do CEO Oliver Blume.
- •Ações da VW pouco reagiram, com investidores céticos quanto à capacidade de recuperação da montadora.
O CEO global da Volkswagen, Oliver Blume, sofreu um revés e tanto. Suas propostas de reformulação profunda, que incluíam cortes de vagas e fechamento de fábricas, não receberam o apoio inicial do conselho de supervisão da montadora.
A rejeição veio de 12 dos 19 membros do conselho, incluindo os representantes dos trabalhadores e do governo do estado da Baixa Saxônia, que juntos somam 10 cadeiras. Sem esse apoio crucial, o plano de reestruturação de Blume, que visa reduzir a complexidade do portfólio e focar em mercados mais atrativos, fica em compasso de espera.
As ações da VW, que já caem quase um terço no ano, pouco se moveram com a notícia, mostrando a indiferença do mercado diante de metas ainda vagas. A montadora alemã enfrenta desafios enormes, como a recuperação incerta na China frente a rivais locais e tarifas que corroem lucros de marcas de luxo.
O valor de mercado da empresa está perto da mínima em uma década, em torno de € 36 bilhões (US$ 41,1 bilhões). A paciência dos investidores será testada nos próximos meses, enquanto a liderança sindical já pressiona Blume por respostas diretas aos funcionários. 📉


