Carne de Laboratório: De Big Macs a Petiscos para Cães, a Nova Estratégia da Indústria

Destaques
- •Startups de carne cultivada buscam nichos de mercado como petiscos para cães, gordura para embutidos e salmão para sushi.
- •Investimentos no setor despencaram de US$ 5 bilhões em 2021 para US$ 881 milhões em 2025.
- •A indústria enfrenta desafios de escala, custo e aceitação do consumidor, buscando mercados de maior valor agregado.
Com o bolso mais apertado e a produção em larga escala ainda um desafio, as startups de carne de laboratório estão mudando o jogo. A promessa de carne sem abate de animais agora mira mercados mais específicos para fazer a conta fechar.
Petiscos para cães, gordura para embutidos e até salmão para sushi viraram as novas apostas. Essa virada acontece num cenário de forte redução nos investimentos: de mais de US$ 5 bilhões em 2021 para apenas US$ 881 milhões em 2025, segundo o Good Food Institute.
A tecnologia, que parte de células em biorreatores, ainda esbarra na dificuldade de produção em massa a custos competitivos e na aceitação do público.
A britânica Meatly já lançou petiscos para cães com frango cultivado, enquanto a Hoxton Farms foca em gordura suína para melhorar embutidos. Nos EUA, a Wildtype aposta no salmão para sushi, um produto de maior valor agregado.
Até a brasileira JBS, com sua controlada BioTech Foods, investe em proteína bovina cultivada. Mas, apesar dos avanços, o grande desafio de escala e preço para competir com a carne tradicional ainda persiste.
A indústria busca agora mercados onde os custos mais altos sejam mais fáceis de absorver ou onde a tecnologia resolva um problema de abastecimento. Uma estratégia para driblar a volatilidade e a falta de escala. 📉



