Carlos Bolsonaro diz que Flávio é ignorado pela direita após indicação presidencial

Destaques
- •Carlos Bolsonaro acusa setores da direita de boicotar e ignorar seu irmão, Flávio Bolsonaro, desde que Jair Bolsonaro o indicou para a disputa presidencial de 2026.
- •A declaração surge em meio a divergências internas na oposição, incluindo a disputa pela presidência do Senado em 2027 e articulações para as eleições presidenciais de 2030.
- •O cenário político interno da direita e as ambições presidenciais de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas serão pontos de atenção.
O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) afirmou neste domingo (8.nov.2026) que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é "boicotado" e "ignorado diariamente" por setores da direita. A declaração foi publicada no X (antigo Twitter) e ocorre em meio a divergências internas na oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a derrota de Flávio nas eleições presidenciais de 2026.
Carlos Bolsonaro escreveu que a cobrança por posicionamento político coerente não é perseguição, mas sim uma prática que se intensificou "quase um ano" após o presidente Jair Bolsonaro anunciar Flávio Bolsonaro como candidato. "Isso acontece há quase quase um ano, principalmente a partir do momento em que o presidente Jair Bolsonaro anunciou Flavio Bolsonaro candidato e desde então, foi e É, repito e É, boicotado e IGNORADO diariamente", declarou.
Em outra publicação, um minuto depois, o senador eleito reforçou que a situação de Flávio não pode ser desconsiderada no atual cenário político. "Fazer isso não é inocência, mas a mais pura maldade e desleixo com qualquer brasileiro", disse.
Disputas internas na oposição
A declaração de Carlos Bolsonaro expõe as tensões internas na direita, especialmente em relação a futuras disputas por poder. Um dos episódios que evidenciam essas divergências é a disputa pela Presidência do Senado, com votação prevista para 1º de fevereiro de 2027.
Na corrida pelo comando da Casa, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) surge como uma terceira via. Os principais adversários são o senador Rogério Marinho (PL-RN), representante da oposição, e o atual presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou apoio a Tereza Cristina, contrariando a orientação do PL.
Ambições presidenciais para 2030
As articulações políticas também envolvem a disputa por espaço na direita para as eleições presidenciais de 2030. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já admitiu a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto naquele ano.
Flávio Bolsonaro também manifestou interesse em ser candidato em 2030. Em entrevista recente, o senador afirmou que tem o direito de concorrer, caso queira e tenha o apoio do PL. Ele também ressaltou que, se o pai, Jair Bolsonaro, recuperar os direitos políticos, ele seria o candidato apoiado.
"Se houver eleição antes, tenho esse direito; em 2030, também, se eu quiser e o partido concordar", declarou Flávio Bolsonaro.
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