Candidatos trocam farpas sobre Bolsa Família e sigilo fiscal

Destaques
- •Campanha de Bolsonaro sugere transição de dois anos para Bolsa Família, gerando polêmica.
- •Lula acusa adversário de querer extinguir o programa e desafia quebra de sigilo.
- •Candidatos divergem sobre o futuro do Bolsa Família e regras de transparência.
A reta final da campanha eleitoral esquentou com a disputa pelo eleitorado do Bolsa Família. O programa, crucial para famílias de menor renda, tornou-se um ponto central de ataque e defesa entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A polêmica começou após uma declaração da coordenadora econômica da campanha de Bolsonaro, Daniella Marques, que sugeriu uma regra de transição de dois anos para beneficiários que conseguissem emprego formal. A fala foi explorada pela campanha petista, gerando uma crise que forçou a campanha de Bolsonaro a esclarecer a proposta, afirmando que a regra atual é de 18 meses e que a intenção seria ampliá-la.
Em resposta, Lula acusou o adversário de querer extinguir o Bolsa Família e resgatou antigas postagens de Flávio Bolsonaro nas redes sociais, onde o candidato criticava o programa e usava termos como “Bolsa Farelo”. Lula também destacou que, em sua gestão, 6 milhões de pessoas deixaram o programa por terem melhorado de renda.
A campanha de Bolsonaro rebateu, classificando as interpretações como “fake news” e acusando o PT de “campanha do medo”. Aliados do candidato intensificaram as aparições dele falando sobre o programa e escalaram o senador Rogério Marinho para esclarecer a proposta, associando-a à criação de um “ministério da prosperidade”.
Além disso, Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seu sigilo fiscal e telefônico, acusando-o de ter uma “vida podre em se tratando de honestidade”, e protocolou no TSE um pedido para quebra de sigilo mútuo.

