Caixa x Contraf-CUT: Greve no TST tem reviravolta e plano de saúde vira campo de batalha

Destaques
- •Contraf-CUT contesta decisão do TST que obriga 60% dos funcionários da Caixa a manterem o trabalho durante greve.
- •Disputa gira em torno do Saúde Caixa, com divergências sobre custeio e reajustes.
- •Sindicato pede abono dos dias parados e garantias contra retaliações aos grevistas.
A Caixa Econômica Federal e a Contraf-CUT estão em plena guerra fria no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A confederação de trabalhadores apresentou sua contestação contra o dissídio coletivo aberto pelo banco, defendendo a legitimidade da greve iniciada em setembro.
O ponto crucial da briga é a manutenção de 60% dos funcionários em atividade, decisão liminar do ministro Maurício Godinho Delgado, que a Contraf-CUT quer rever. O banco, por sua vez, havia pedido 80%.
A disputa também esquenta em torno do Saúde Caixa, com propostas divergentes sobre o custeio e reajustes, e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A Contraf-CUT ainda exige o abono dos dias parados e proteção contra retaliações.
O julgamento final está marcado para o dia 29 de setembro, mas a liminar já estabeleceu que a greve não é abusiva, buscando um equilíbrio entre o direito dos trabalhadores e o atendimento à população.
