Braskem: Credores internacionais pressionam Petrobras e resistem à proposta de dívida
Destaques
- •Bondholders internacionais da Braskem resistem à proposta de reestruturação de US$ 11 bilhões.
- •Cerca de US$ 2 bilhões em novos recursos seriam injetados, com parte para recompra de dívida com deságio.
- •Petrobras reluta em oferecer compromisso vinculante de capital, aumentando o risco de recuperação judicial.
A Braskem está no centro de uma negociação tensa com seus bondholders internacionais. A proposta de reestruturação de uma dívida de US$ 11 bilhões enfrenta forte resistência, com credores pressionando a Petrobras por um aporte de capital mais robusto.
A mais recente oferta da petroquímica prevê a injeção de cerca de US$ 2 bilhões, sendo que parte seria usada para recomprar dívidas existentes com um deságio de até 50%. No entanto, os credores exigem um compromisso vinculante dos acionistas, algo que a Petrobras, apesar de querer evitar a recuperação judicial da Braskem, tem relutado em oferecer.
A distância entre as partes é tão grande que alguns credores consideram não apresentar contraproposta, reacendendo o fantasma da recuperação judicial. O prazo para um acordo, o term sheet, é 9 de outubro, data sensível por coincidir com o período eleitoral.
A Braskem tem até o fim de novembro para apresentar um plano final e evitar o pedido de recuperação judicial. A situação é crítica, com os rendimentos dos títulos da empresa em dólar já batendo 26%, um sinal claro de estresse financeiro 📉.



