Brasileira morre em Portugal após reação alérgica grave em lua de mel

Destaques
- •Enfermeira brasileira de 29 anos sofreu reação alérgica fatal após comer lula em Portugal.
- •Familiares organizaram campanha para arrecadar R$ 38 mil para o traslado do corpo ao Brasil.
- •Caso reforça a importância de verificar coberturas e procedimentos de seguros de viagem.
A enfermeira brasileira Amanda Marinho Nascimento, de 29 anos, morreu na quarta-feira (21) em Portugal após sofrer uma reação alérgica grave durante sua lua de mel. Ela passou mal após ingerir um pedaço de lula empanada, tendo alergia a frutos do mar.
Amanda estava em Portugal com o marido, Tiago Nascimento, com quem se casou em outubro. Os primeiros sintomas da reação alérgica foram leves, mas evoluíram rapidamente para manchas na pele, inchaço e dificuldade para respirar. Ela recebeu atendimento médico em Leiria e foi transferida para o Hospital Universitário de Coimbra, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Comoção e arrecadação para traslado
A morte da enfermeira causou grande comoção entre familiares e amigos. Para viabilizar o retorno do corpo ao Brasil, que estava previsto para sexta-feira (23), foi organizada uma campanha de arrecadação de fundos. O objetivo era juntar R$ 38 mil para custear o traslado, valor que foi alcançado segundo informações da família.
O casal havia contratado um seguro viagem, mas o marido relatou que a cobertura funcionava por reembolso. Isso significava que os familiares precisariam arcar com os custos iniciais do traslado para, posteriormente, solicitar o ressarcimento à seguradora.
Atenção aos detalhes do seguro viagem
O caso levanta a importância de uma análise cuidadosa na contratação de seguros de viagem. Embora ofereçam proteção para diversos imprevistos, as coberturas variam significativamente entre os planos. É fundamental verificar se serviços como o traslado de corpo em caso de morte no exterior estão incluídos, além de conferir os limites financeiros e as condições de utilização.
A forma de pagamento também é um ponto crucial. Algumas apólices preveem que a seguradora organize e custeie diretamente o serviço, enquanto outras exigem que o segurado ou seus familiares antecipem as despesas para depois solicitar o reembolso. Essa distinção pode ser determinante em situações de alto custo.
Paulo Correa, sócio-diretor da Papin Corretora de Seguros, em entrevista anterior, ressaltou a necessidade de seguir os procedimentos corretos da seguradora em emergências. Geralmente, o atendimento deve ser acionado pela central responsável, que orienta os próximos passos e indica os prestadores de serviço. Ele também recomenda que o viajante compartilhe uma cópia da apólice com um acompanhante, pois a pessoa pode não ter condições de acionar o seguro pessoalmente em um momento de crise.
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