Brasil priorizará análise de investimentos estrangeiros em minerais críticos

Destaques
- •CIMCE, novo conselho do governo, focará em empresas ligadas a Estados estrangeiros.
- •Atraso na regulamentação do conselho já afasta investimentos estrangeiros no setor de mineração.
- •Definição de critérios e prazos curtos para análise de operações são esperados.
O recém-criado CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) vai priorizar a análise de investimentos em minerais críticos que envolvam empresas vinculadas ou sob influência de Estados estrangeiros. A informação foi divulgada pelo Secretário Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Anderson Arruda, durante o Invest Mining Summit 2026.
A ideia é que empresas de capital nacional não passem por essa triagem prévia, seguindo o modelo de outros países. O objetivo do conselho é avaliar operações com potencial impacto na segurança econômica, soberania e interesse nacional, centralizando decisões estratégicas no setor.
No entanto, a demora na definição dos critérios e na operacionalização do CIMCE já causa preocupação no mercado. O atraso, inclusive, já está afastando investimentos estrangeiros, com mineradoras travando projetos enquanto aguardam as regras.
Arruda garantiu que o objetivo não é atrasar investimentos, mas sim ter um procedimento com prazos curtos. O conselho, vinculado à Presidência, é um dos pilares da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que busca atrair capital nacional e estrangeiro para o setor, onde o Brasil detém 25% das reservas mundiais.
