Brasil precisa focar em qualidade da soja para conter queda de compras da China

Destaques
- •Especialistas alertam para a necessidade de precificar a soja brasileira por teor de proteína, visando o consumo humano e a ração animal.
- •Projeções indicam uma possível redução de 20% na demanda chinesa por soja até 2030, impactando cerca de 25 milhões de toneladas.
- •Ampliar a produção de biocombustíveis e diversificar exportações são estratégias para mitigar perdas no mercado chinês.
O Brasil precisa repensar sua estratégia de exportação de soja, focando em qualidade e diferenciação, em vez de apenas volume. A principal razão é a projeção de uma redução de até 20% nas compras da China até 2030, o que representa cerca de 25 milhões de toneladas.
Especialistas como Guilherme Bastos, do FGV Agro, sugerem que o país adote contratos baseados no teor de proteína da soja. Essa medida ajudaria a atender demandas específicas da indústria de ração animal e do consumo humano, preservando o espaço no mercado chinês e garantindo a segurança alimentar.
A complexidade do cenário chinês envolve mudanças no consumo, na produção pecuária e a adoção de novas tecnologias. Paralelamente, o Brasil pode explorar a expansão de plantas de biocombustíveis para absorver parte da produção, além de diversificar exportações para outros produtos como café e frutas.
