Brasil no Ar: Recorde de Passageiros, Mas Conectividade Aérea Ainda Patina

Destaques
- •Brasil atinge marca histórica de 100 milhões de passageiros domésticos em 2024.
- •Apesar do recorde, conectividade (rotas, frequências, destinos) ainda é inferior a 2019.
- •Iata aponta alta carga tributária e políticas públicas como entraves para o setor aéreo brasileiro.
- •Proposta de IVA pode aumentar o preço das passagens em até 30%, afetando a demanda.
O Brasil celebrou um marco em 2024: mais de 100 milhões de passageiros domésticos em um único ano! Uma marca histórica que mostra a força do nosso mercado aéreo.
Porém, nem tudo são flores. Quando olhamos para a conectividade – o número de rotas, frequências e destinos disponíveis – o país ainda não se recuperou totalmente, ficando atrás dos níveis pré-pandemia.
A Iata, associação internacional do setor, deu o recado claro: entre 2019 e 2025, o Brasil perdeu 85 rotas e as frequências caíram 4,5%. A culpa? Segundo eles, as condições de mercado e as políticas públicas, que na América Latina representam 29% do preço das passagens.
E a situação pode piorar. A proposta de IVA em discussão no país pode aumentar ainda mais os custos, derrubando a demanda em 30% e encarecendo as passagens. Um cenário que preocupa, especialmente em um país onde a aviação ainda é um luxo para muitos.
Enquanto isso, a Latam Airlines, o maior grupo aéreo da região, alerta para o preço do querosene de aviação, que pode forçar mais cortes de voos e rotas até 2027. O CEO da Latam, Roberto Alvo, aponta o mercado doméstico brasileiro como alavanca de crescimento, mas ressalta a necessidade de políticas públicas adequadas. A esperança fica nos 50 novos jatos regionais Embraer E2 que chegam até o fim do ano, prometendo mais voos e destinos. ✈️




