Brasil na OEA: "Não cabe no quintal de ninguém", diz diplomata sobre interferência externa

Destaques
- •Brasil exige respeito à soberania nacional em eleições e critica "paz pela força"
- •Diplomata brasileiro alerta para "lógica ultrapassada da Guerra Fria" e "pretextos colonialistas"
- •OEA aprova resolução para Nicarágua, mas Brasil ressalta que definição de "ameaça" é da ONU
Às vésperas de eleições cruciais, o Brasil, via seu representante na OEA, Ricardo Belli, mandou um recado claro: não aceita interferência externa em pleitos na América Latina.
Belli criticou a ideia de "paz pela força", frequentemente associada ao presidente Donald Trump, e reforçou a posição de que "o Brasil não cabe no quintal de ninguém", ecoando fala do presidente Lula.
A declaração surge em um contexto de apreensão com a administração Trump e após o Brasil votar a favor de uma resolução da OEA para a Nicarágua, mas com uma ressalva importante: a definição de um país como "ameaça" é competência exclusiva do Conselho de Segurança da ONU.
A postura brasileira reafirma a preocupação com a soberania nacional e a segurança regional, evitando a criação de "pretextos colonialistas" e a importação de rivalidades geopolíticas para a região.



