Brasil diz 'não' a chamar facção de terrorista, mas nega leniência
Destaques
- •Celso Amorim, assessor especial da Presidência, explicou a posição do Brasil sobre classificar facções criminosas como terroristas.
- •A oposição à medida, segundo Amorim, visa evitar impactos negativos na economia e na soberania nacional, e não significa complacência com o crime.
- •O Brasil reforça o compromisso com o combate ao crime organizado dentro dos limites da Constituição e do Estado Democrático de Direito.
O Brasil tem uma posição clara: não vai chamar facções criminosas de terroristas. Celso Amorim, assessor especial da Presidência, explicou que essa decisão não é por falta de seriedade com o crime, mas sim para proteger a economia e a soberania do país.
A ideia é que classificar grupos como PCC e Comando Vermelho como terroristas, como fizeram os EUA, pode trazer consequências indesejadas, como sanções e interferências externas.
Mas calma, isso não quer dizer que o governo Lula vai facilitar para os criminosos. Pelo contrário, o compromisso é de um combate firme e implacável, mas sempre dentro das leis e da Constituição. A cooperação internacional está garantida, mas a autonomia do Brasil também.


