Brasil: Crescimento de fachada? Juros altos e dívidas travam futuro

Destaques
- •Atividade econômica em alta e desemprego baixo mascaram problemas estruturais.
- •Juros altos (Selic em 14,5%) e inflação de 5% comprometem o investimento de longo prazo.
- •Famílias e empresas endividadas: renda e caixa travados, inibindo consumo e expansão.
O Brasil ostenta sinais de melhora, com a economia crescendo 1,3% no primeiro trimestre e o desemprego em baixa histórica. Até a guerra no Oriente Médio deu um empurrãozinho nas exportações de petróleo, fortalecendo o real e barateando importações.
Mas essa calmaria na superfície esconde um mar de problemas. A taxa Selic continua nas alturas, em 14,5%, e a inflação não dá trégua, batendo perto de 5%. Essa combinação, segundo economistas, é um freio de mão puxado para o investimento produtivo.
A conta chega para famílias e empresas, que se afogam em dívidas. O consumo das famílias está estagnado, com a renda sendo devorada pelo pagamento de juros. No mundo corporativo, o cenário não é diferente, com um aumento preocupante de pedidos de recuperação judicial, como o da tradicional Estrela.
Ou seja, o país parece estar vivendo um "equilíbrio fantasioso", consumindo suas reservas no presente e hipotecando o futuro. 📉




