Brasil busca trilhar três caminhos na computação quântica
Destaques
- •Brasil explora acesso remoto, aquisição de equipamentos e desenvolvimento próprio de tecnologia quântica.
- •A estratégia visa formar competências e construir soberania tecnológica no país.
- •O futuro dependerá do equilíbrio entre acesso, aquisição e desenvolvimento para não se tornar apenas consumidor.
A revolução da computação quântica, iniciada com os trabalhos de Max Planck no século XX, agora exige decisões estratégicas para o Brasil. A questão central é como o país deve interagir com essa tecnologia disruptiva: acessar computadores quânticos remotamente como serviço (QaaS), adquirir equipamentos para instalação local, ou desenvolver capacidade tecnológica própria.
O país já caminha nos três sentidos. Em Niterói, o Distrito de Inovação da Cantareira articula com a IBM Quantum para acesso remoto, acelerando a aprendizagem e o desenvolvimento de aplicações. Na Paraíba, o CIQuanta prevê a instalação de computadores quânticos, promovendo a transferência tecnológica e a formação de especialistas.
O desenvolvimento próprio, embora mais desafiador, avança com grupos como os do CBPF e da Unicamp em chips com qubits supercondutores, e da UFPE em computação quântica fotônica. A construção de soberania tecnológica começa com pessoas, componentes e conhecimento.
A decisão mais inteligente não é escolher um caminho, mas sim integrar acesso, aquisição e desenvolvimento em um sistema sinérgico. O objetivo final não é apenas ter um computador quântico, mas formar pessoas capazes de compreender e inovar, definindo a posição do Brasil na nova cadeia tecnológica global: de consumidor a produtor de conhecimento.
