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Brasil: Ambição de Liderança em Terras Raras Bate de Frente com Cortes Orçamentários na ANM

09 de junho de 2026
Brasil: Ambição de Liderança em Terras Raras Bate de Frente com Cortes Orçamentários na ANM

Destaques

  • Cortes de orçamento e falta de pessoal na ANM comprometem a meta brasileira de se tornar líder mundial em mineração de terras raras.
  • Apesar de possuir vastas reservas, a agência reguladora não tem recursos para fiscalização e cumprimento de compromissos internacionais.
  • A escassez de pessoal e verba afeta a análise de barragens, um ponto crítico após desastres anteriores, e o processamento de um boom de pedidos de pesquisa para terras raras.

O Brasil sonha alto em ser o novo gigante da mineração de terras raras, mas a realidade bate forte na porta da ANM (Agência Nacional de Mineração). A ambição de liderança mundial esbarra em um problema clássico: cortes de orçamento e escassez de pessoal.

O diretor-geral da agência, Mauro Henrique Moreira Sousa, foi enfático: "É uma contradição no coração do Estado brasileiro", afirmando que a ANM está respirando por aparelhos. Com apenas quatro servidores dedicados a minerais críticos, a agência mal consegue dar conta do aumento expressivo de pedidos de pesquisa, que mais que quadruplicaram desde 2023.

A falta de recursos também acende um alerta nas fiscalizações de barragens, um ponto sensível após os desastres da Vale em Mariana e Brumadinho. Recentemente, um contingenciamento de R$ 22,65 milhões forçou a paralisação de fiscalizações previstas, comprometendo a segurança de estruturas de mineração.

Enquanto isso, o mercado internacional já reconhece o potencial brasileiro. A americana USA Rare Earth comprou a brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões, um sinal claro do peso geopolítico que o país detém na corrida por minerais essenciais para a transição energética. O orçamento aprovado para a ANM em 2026 é de cerca de R$ 105 milhões, bem abaixo dos R$ 162 milhões estimados como necessários.

A Vale, por sua vez, segue otimista com o cenário de minerais críticos, mesmo com a guerra no Oriente Médio elevando custos de frete. A empresa vê demanda crescente em outras regiões além da China e estuda uma incursão no setor de terras raras, mas foca por ora em cobre e níquel, onde já tem expertise e escala. 📉

Fontes

https://investnews.com.br/feed/

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