Bradesco e EY: A Nova Era da Gestão Financeira na Nuvem e IA

Destaques
- •Bradesco adota ROTY além do ROI, tratando consumo de tokens como custo recorrente.
- •EY destaca a importância da governança e do engajamento das áreas de negócio no FinOps.
- •Estratégias de 'build in-house' e capacitação de talentos são cruciais para o Bradesco.
O Bradesco está repensando a forma como mede o sucesso financeiro na era da nuvem e IA. Em vez de focar apenas no Retorno sobre Investimento (ROI), o banco agora considera também o Retorno sobre o Tempo de Vida (ROTY), tratando o consumo de tokens como uma linha de custo recorrente.
Essa mudança reflete uma visão mais holística, onde o custo de capital humano e de maquinário se mescla. O diretor de Tecnologia do Bradesco, Leandro Marçal, explicou que a ideia é equilibrar a linha de pessoas, que tende a diminuir, com a nova linha de tokens, que, embora teoricamente mais barata, compõe o custo de 'build' e exige conhecimento humano.
A gestão de tokens para desenvolvedores também evoluiu. Inicialmente com limites rígidos, o banco agora dá mais autonomia, permitindo que escolham modelos dentro de cotas mensais. Essa flexibilidade visa entender o real benefício e aceleração gerados pelo novo consumo, seja na redução de lead time, melhoria na qualidade do código ou diminuição de incidentes.
A EY, por sua vez, reforça a importância da governança e do engajamento das áreas de negócio para o sucesso do FinOps. A sócia Telma Luchetta destacou que, embora a formulação de métricas seja crucial, o maior desafio é garantir que as áreas se envolvam na prática diária.
A consultoria também defende uma abordagem equilibrada na gestão de tokens, evitando tanto a burocracia excessiva quanto a falta de limites. A reutilização de soluções de IA e a adoção de estratégias multi-modelo são vistas como chaves para a eficiência, permitindo maior poder de barganha comercial e flexibilidade técnica.
No fim das contas, tanto o Bradesco quanto a EY apontam para a necessidade de comitês executivos para deliberações de alto investimento e uma governança centralizada que estabeleça padrões operacionais, sem engessar os negócios. O banco, em especial, prioriza o desenvolvimento in-house e a capacitação de talentos, com um programa de formação que prepara os colaboradores antes de introduzir a IA.


