Bolsa Família turbinado às vésperas da eleição: economistas ligam o sinal amarelo

Destaques
- •Governo anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o piso para R$ 691.
- •Economistas criticam o 'timing' eleitoreiro e alertam para impactos fiscais e inflacionários.
- •Oposição acusa governo de 'compra de voto' e promete ações no TSE.
O Governo Federal mexeu no bolso de milhões de brasileiros com um reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. O anúncio, feito a poucas semanas das eleições, já está dando o que falar.
A jogada, que visa recompor perdas com a inflação, não passou despercebida pelos economistas. A turma do mercado financeiro vê o movimento com desconfiança, apontando para o momento eleitoreiro e os riscos que isso traz para as contas públicas e a inflação futura.
Enquanto o governo defende a medida como necessária para manter o poder de compra, a oposição já fala em 'compra de voto' e promete acionar o TSE. A Fiemg também expressou preocupação com a ampliação de despesas sem clareza sobre a sustentabilidade fiscal.
A conta total para o governo será de R$ 5,8 bilhões neste ano, e a expectativa é que o custo anual salte para R$ 22,7 bilhões a partir de 2027. Resta saber se o eleitor vai cair na 'picanha' ou se vai olhar para os números. 💰



