Bolsa Família sobe 15% na reta final da eleição: Governo diz que é 'segurança fiscal', oposição aciona TSE
Destaques
- •Governo federal anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família, a 17 dias do 1º turno das eleições.
- •Ministro Bruno Moretti (Planejamento) defende a medida como recomposição inflacionária e não eleitoreira, citando segurança jurídica e fiscal.
- •Oposição, através do candidato Renan Santos, ajuizou representação no TSE para suspender o reajuste, alegando desequilíbrio eleitoral.
A 17 dias do primeiro turno das eleições, o governo federal anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família. A medida, que eleva o benefício médio para cerca de R$ 777, entra em vigor na folha de outubro.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, defendeu a ação, afirmando que se trata de uma recomposição da perda do poder de compra e que há segurança jurídica e fiscal para o aumento, citando a liberação de R$ 11,5 bilhões da Previdência.
A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu parecer favorável, indicando que o reajuste cumpre a lei, não representa ganho real e que o programa é permanente.
Por outro lado, o candidato Renan Santos ajuizou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a suspensão do reajuste, alegando que a medida tem finalidade eleitoreira e pode desequilibrar o pleito.
O custo adicional será de R$ 5,8 bilhões até dezembro deste ano e R$ 22,7 bilhões anuais a partir de 2027, sem necessidade de crédito extraordinário.
A polêmica lembra o ano de 2022, quando benefícios sociais também foram adiantados perto da eleição. O governo atual classifica as comparações como "má-fé". 💰


