BioNTech fecha fábricas e demite 1.800: o fim de uma era pós-Covid?
Destaques
- •BioNTech anuncia fechamento de três fábricas na Alemanha, afetando 1.800 funcionários.
- •Decisão visa economizar 500 milhões de euros anuais para investir em pesquisa de câncer.
- •Fundadores preparam saída para focar em nova empresa de medicamentos de mRNA.
A BioNTech, gigante alemã da biotecnologia que ganhou fama com a vacina contra a Covid-19 em parceria com a Pfizer, confirmou o fechamento de três fábricas na Alemanha. A medida, que impactará cerca de 1.800 funcionários, faz parte de uma reestruturação profunda na empresa.
A decisão de fechar as unidades de Tübingen, Marburg e Idar-Oberstein até o final de 2028, após a transferência da produção de vacinas para a Pfizer, vem em um momento de queda na demanda e prejuízos crescentes. A empresa registrou um déficit de 1,35 bilhão de euros nos primeiros seis meses do ano.
Mas qual o plano B? A BioNTech pretende redirecionar os recursos economizados – cerca de 500 milhões de euros por ano a partir de 2029 – para o desenvolvimento de novos medicamentos contra o câncer, área onde já investe pesado. A saída dos fundadores, Uğur Şahin e Özlem Türeci, para criar uma nova empresa focada em mRNA, marca o fim de um capítulo e o início de outro, com um novo CEO já anunciado.
A aposta em oncologia e imunoterapias é o novo horizonte, mas o caminho exige investimentos altíssimos. Resta saber se a nova estratégia será suficiente para reverter o quadro de prejuízos e manter a empresa na vanguarda da inovação. 📉

