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Biolab anuncia preço da caneta de semaglutida Owozy a partir de R$ 349

27 de outubro de 2026
Biolab anuncia preço da caneta de semaglutida Owozy a partir de R$ 349

Destaques

  • •A farmacêutica brasileira Biolab anunciou o preço da caneta de semaglutida sintética Owozy, aprovada pela Anvisa em julho.
  • •O medicamento, indicado para diabetes tipo 2, terá custo a partir de R$ 349 por caneta dentro do programa de benefícios da empresa.
  • •O Owozy chega ao mercado no último trimestre do ano, com foco em tratamento prescrito e acompanhamento médico especializado.

A farmacêutica brasileira Biolab anunciou nesta terça-feira (27) o preço da caneta de semaglutida sintética Owozy, medicamento aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no final de julho para o tratamento de diabetes tipo 2. O remédio estará disponível no programa de benefícios da empresa, o “Saúde em Evolução”, com custo a partir de R$ 349 por caneta.

A aprovação da Anvisa ocorreu em uma resolução que liberou outras quatro canetas após a queda da patente da semaglutida no Brasil em março deste ano. O Owozy é resultado de uma parceria entre a Biolab e a Sandoz.

Preços e apresentações do Owozy

O medicamento estará disponível no programa de benefícios a partir do próximo mês. Pacientes cadastrados pagarão entre R$ 349 e R$ 488 por caneta, dependendo da apresentação:

  • Apresentação de 1 mg: valor unitário de R$ 488, podendo chegar a R$ 349 na compra de três canetas.
  • Apresentação de 0,5 mg: preço de R$ 443 por unidade.

Estratégia de lançamento e acompanhamento médico

O anúncio do preço dentro do programa de benefícios faz parte da estratégia da Biolab, intitulada “Existe uma caneta que muda tudo: a do médico”, que visa incentivar o tratamento com prescrição e acompanhamento especializado. O presidente da Biolab & Co., Fabio Amorosino, destacou a importância da avaliação médica para o início e ajuste da terapia. “Nosso papel é ampliar o acesso ao tratamento prescrito, com preços transparentes e suporte à adesão”, afirmou.

Disponibilidade e diferenciais

A expectativa é que o Owozy chegue ao mercado brasileiro ainda em 2024, no último trimestre, embora a data exata não tenha sido divulgada. Um dos diferenciais destacados pela empresa é a estabilidade do medicamento, que pode ser conservado em temperaturas de até 30°C por até 42 dias durante o uso, oferecendo maior praticidade para os pacientes.

O que diz a pesquisa

Um estudo publicado na revista Frontiers in Endocrinology em 2023, intitulado “Real world effectiveness of subcutaneous semaglutide in type 2 diabetes: A retrospective, cohort study (Sema-MiDiab01)”, avaliou o impacto da semaglutida subcutânea semanal em pacientes com diabetes tipo 2. A pesquisa retrospectiva observacional, realizada em cinco clínicas de diabetes na Itália com 594 pacientes, mostrou que após seis meses de tratamento, os níveis de HbA1c foram reduzidos em 0,90%, a glicemia de jejum em 26 mg/dl e o peso corporal em 3,43 kg. Benefícios significativos também foram observados na pressão arterial sistólica, colesterol total e LDL. Os resultados foram mantidos em 12 meses, com segurança renal documentada. O estudo também apontou um aumento na função das células beta (HOMA-B) de 40,2% para 57,8% após seis meses, sugerindo que a semaglutida pode ser uma opção para a preservação dessa função e para a melhora da resistência à insulina.

Outra revisão publicada na revista Pharmaceuticals em 2025, “Semaglutide as a GLP-1 Agonist: A Breakthrough in Obesity Treatment”, aborda o papel da semaglutida no tratamento da obesidade e comorbidades relacionadas. O artigo destaca que, originalmente desenvolvida para diabetes tipo 2, a semaglutida demonstrou eficácia significativa na redução de peso, superando outros tratamentos da mesma classe. Seus efeitos incluem supressão do apetite, aumento da saciedade e melhorias em parâmetros cardiovasculares, renais e metabólicos. Estudos como SUSTAIN, PIONEER e STEP são citados para evidenciar sua superioridade em comparação com outros agonistas do receptor GLP-1 e medicamentos para obesidade. A formulação oral também apresentou resultados promissores. A pesquisa aponta desafios como a recuperação de peso após a interrupção do tratamento e efeitos gastrointestinais, e sugere que futuros estudos explorem estratégias para mitigar esses efeitos e identificar fatores preditivos de eficácia.

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