Big Techs Falham em Fiscalizar Propaganda Eleitoral no Dia da Votação

Destaques
- •Meta, Kwai e Google veicularam anúncios políticos irregulares no dia do primeiro turno das eleições.
- •TikTok e YouTube recomendaram conteúdos de candidatos, infringindo regras do TSE.
- •Plataformas apresentam falhas de transparência e inconsistências nos dados de anúncios.
No dia do primeiro turno das eleições, enquanto o Brasil ia às urnas, redes sociais continuaram a veicular anúncios políticos irregulares e a recomendar conteúdos de candidatos. Um levantamento do Observatório das Big Techs, do NetLab da UFRJ, apontou irregularidades em plataformas como Meta, Kwai e Google, além de recomendações indevidas no TikTok e YouTube.
A situação é crítica porque, segundo as regras do TSE, a propaganda eleitoral paga é proibida em um período específico antes e depois da eleição. Além disso, as plataformas deveriam ter removido canais e perfis de candidatos de seus sistemas de recomendação.
A fiscalização, no entanto, foi dificultada por falta de transparência e inconsistências nos dados fornecidos pelas próprias big techs. A Meta, por exemplo, apresentou divergências entre os dados de anúncios ativos e inativos, e o Kwai também mostrou inconsistências em seus relatórios.
O resultado é um cenário de desinformação e potencial manipulação, onde anúncios falsos simulavam comunicações do TSE, prometendo voto remoto e direcionando usuários para sites fraudulentos. Um verdadeiro caos digital em pleno dia de votação 📉.



