BCE: Riscos à inflação persistem com conflito no Oriente Médio
Destaques
- •Christine Lagarde, presidente do BCE, alerta para riscos inflacionários e de crescimento.
- •Inflação cheia deve ficar acima da meta até meados de 2027, com projeção de retorno a 2% apenas no fim de 2027.
- •Economia da zona do euro mostra resiliência, com projeções de crescimento para os próximos anos.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, sinalizou que os riscos para a economia da zona do euro continuam pesando mais para o lado negativo no crescimento e para o lado positivo na inflação. A incerteza gerada pelo conflito no Oriente Médio é um dos principais fatores de preocupação.
Lagarde explicou que as decisões futuras sobre a política monetária, incluindo as taxas de juros, serão baseadas em uma análise minuciosa dos dados econômicos. O BCE considera o cenário de inflação, a dinâmica da inflação subjacente e a eficácia das medidas de política monetária.
A chefe do BC europeu destacou que o choque energético, intensificado pela guerra na Ucrânia e agora pelo conflito no Oriente Médio, deve manter a inflação cheia acima da meta de 2% até o primeiro semestre de 2027. A projeção é de um retorno gradual à meta apenas no final de 2027.
Apesar dos desafios, a economia da zona do euro tem demonstrado resiliência. As projeções do BCE indicam expansão econômica para os próximos anos, impulsionada pela recuperação da renda real, um mercado de trabalho forte e investimentos em infraestrutura e tecnologias digitais.
