Bank of America eleva Petrobras e PRIO com foco em ativos e caixa
Destaques
- •Bank of America reitera compra para Petrobras e PRIO, elevando preços-alvo.
- •Analistas destacam subestimação do mercado em relação aos ativos de pré-sal da Petrobras.
- •Acompanhar a performance das empresas e a distribuição de dividendos.
O Bank of America (BofA) reforçou sua visão positiva para Petrobras e PRIO, duas gigantes do setor de petróleo na Bolsa brasileira. A recomendação de compra foi mantida para ambas, com elevação nos preços-alvo: R$ 70 para Petrobras e R$ 74 para PRIO.
Para a Petrobras, o banco acredita que o mercado subestima os ganhos estruturais dos ativos do pré-sal. A geologia desses campos permite maior recuperação de petróleo e produção mais elevada, com platôs mais longos e declínio mais lento. O BofA projeta um crescimento médio anual da produção de 6,7% entre 2026 e 2028, acima de concorrentes globais.
Já a tese para a PRIO se concentra em sua capacidade de gerar caixa e distribuir recursos. O banco destaca a consolidação da empresa como uma grande criadora de valor na Bolsa, combinando aquisições disciplinadas e ganhos operacionais. O BofA estima FCFE (Fluxo de Caixa para o Acionista) de até US$ 3,4 bilhões em 2027, com projeções de dividendos anuais entre US$ 2 bilhões e US$ 2,1 bilhões.
A consequência dessa análise é uma expectativa de desempenho superior para as empresas. O BofA vê a Petrobras negociando com um desconto relevante frente a pares internacionais, enquanto a PRIO se destaca pela forte geração de caixa e potencial de distribuição de proventos aos acionistas.


