Azul prevê recuperação mais lenta devido a altos custos de combustível

Destaques
- •Azul adia meta de recuperação de capacidade para 2026, impactada por custos de combustível.
- •Companhia aérea conseguiu repassar 60% a 65% dos aumentos de combustível aos clientes.
- •Acompanhar a evolução dos preços do querosene de aviação e a estratégia de diversificação da Azul.
A Azul (AZUL3) sinalizou que sua recuperação econômica será mais lenta do que o previsto. O principal vilão continua sendo o alto preço do querosene de aviação, que pressiona as margens da companhia aérea, mesmo após a saída da recuperação judicial no início do ano.
A companhia aérea agora espera encerrar 2026 com uma capacidade cerca de 5% menor em relação ao ano anterior. O diretor financeiro, Antonio Carlos Garcia, admitiu que o cronograma pode atrasar em um ano ou mais caso os preços do combustível permaneçam elevados.
Apesar dos desafios, a Azul já está retomando algumas frequências e aeronaves, mas sem agressividade. A empresa conseguiu repassar entre 60% e 65% dos aumentos de custo aos clientes via tarifas. Além disso, a Azul tem diversificado suas fontes de receita, apostando em programas de fidelidade, serviços de viagem, carga e manutenção.

