Avatares de IA: O Negócio Lucrativo que Engana Seguidores
Destaques
- •Influenciadores virtuais geram receita por meio de monetização, comissões e venda de infoprodutos.
- •Especialistas alertam para o risco de desinformação em saúde e manipulação de sentimentos.
- •Plataformas como YouTube e TikTok exigem sinalização, mas a fiscalização e responsabilização ainda são desafios.
O mercado de avatares gerados por inteligência artificial está em alta, com personagens hiper-realistas acumulando milhares de seguidores e atuando como influenciadores e vendedores. Esses perfis, embora não existam fisicamente, transformam atenção em receita através de monetização de vídeos, comissões e venda de infoprodutos.
A produção em escala industrial, com roteiros adaptados para diferentes idiomas, levanta preocupações. Especialistas apontam que esses avatares podem manipular sentimentos básicos como medo e esperança, oferecendo conselhos ou tratamentos sem comprovação científica, especialmente na área da saúde. A linha entre o real e o sintético está cada vez mais tênue, dificultando a identificação pelo usuário.
Plataformas como YouTube e TikTok exigem a sinalização de conteúdos gerados por IA e proíbem a desinformação. No entanto, a responsabilidade pela fiscalização e a garantia de que os criadores não usem esses avatares para fins ilícitos, como estelionato ou fraude, ainda recaem sobre as empresas de tecnologia, que muitas vezes transferem o ônus para o usuário final. A criação de padrões estéticos inatingíveis e interações afetivas simuladas também aprofundam a insegurança humana.


