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Ativistas protestam contra expansão de data centers de IA em 16 países

06 de novembro de 2026

Destaques

  • •Manifestantes invadiram canteiro de obras de data center da Microsoft em Amsterdã como parte de protestos globais contra a expansão da capacidade de IA.
  • •Ativistas argumentam que data centers consomem recursos hídricos e energéticos, competem por terras e ameaçam metas climáticas, pedindo suspensão de novas construções.
  • •Ações semelhantes ocorrem em outros países, enquanto empresas defendem a necessidade da infraestrutura para o avanço da IA e a União Europeia busca um equilíbrio entre desenvolvimento e regulamentação.

Mais de 100 ativistas invadiram nesta sexta-feira (6) o canteiro de obras de um data center de inteligência artificial (IA) da Microsoft em Amsterdã, na Holanda. A ação marca o início de dois dias de protestos coordenados em 16 países contra a rápida expansão da capacidade computacional necessária para o desenvolvimento da IA, segundo a coalizão “Stop Dirty Data Centres”. Os manifestantes subiram em guindastes e penduraram balões, enquanto a polícia observava. A Pure Data Centres, proprietária do local e apoiada pela Oaktree, pediu o diálogo com os manifestantes.

Reação Global Contra a Expansão da IA

A campanha “Stop Dirty Data Centres” reúne grupos ambientalistas e defensores de direitos digitais para pressionar pela suspensão de novas construções de data centers. Ações estão planejadas em locais como Dublin, Varsóvia e na Dinamarca, também contra instalações da Microsoft. A empresa declarou respeitar o direito à manifestação pacífica, mas não tolera ações ilegais.

A resistência à expansão dos data centers se estende da Europa aos Estados Unidos, onde preocupações com regulamentação mais rígida para a IA já impactaram o mercado de ações de tecnologia. Ativistas argumentam que esses centros de dados sobrecarregam o fornecimento de eletricidade e água, competem por recursos escassos com outros setores e representam um risco às metas climáticas. Além disso, apontam para a perda de empregos e a concentração de poder nas mãos de gigantes da tecnologia.

Equilíbrio Entre Desenvolvimento e Regulamentação

As empresas de tecnologia defendem que os data centers são cruciais para atender à demanda global por IA e computação em nuvem, fornecendo infraestrutura essencial para empresas, governos e consumidores. A campanha “Stop Dirty Data Centres” não se opõe ao progresso tecnológico, mas defende a suspensão de grandes obras até que governos estabeleçam regras mais claras.

A Europa busca um equilíbrio entre a ambição de liderar no desenvolvimento de IA e a necessidade de manter controles públicos. A chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen, afirmou que a Europa precisa de mais data centers para impulsionar a IA, mas ressaltou a importância de garantir que os cidadãos não sofram com o aumento das contas de energia ou apagões, e que o meio ambiente seja protegido.

Desafios e Regulamentações na Europa

Projetos de data centers enfrentam escrutínio em diversos países europeus. Um empreendimento do Google na Finlândia está sob investigação criminal por desmatamento. A Itália e Portugal estão endurecendo regulamentações ambientais para esses centros, enquanto a Microsoft desistiu de um projeto no Reino Unido devido a atrasos na infraestrutura. A Holanda, especificamente, tem cerca de 200 data centers planejados, em construção ou já em operação, o que intensifica o debate local.

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