Arte para poucos: Mercado de luxo desacelera enquanto jatos e iates decolam

Destaques
- •Vendas de arte esfriam, contrastando com boom em jatos e superiates.
- •Aumento dos juros e mudanças de gosto das novas gerações impactam o mercado.
- •Investir em arte tem sido um mau negócio, com perdas em obras recentes.
O mercado de arte anda meio decepcionante, especialmente quando comparado a outros luxos para os super-ricos. Enquanto jatos privados e superiates batem recordes de venda, as pinturas não estão indo tão bem.
Parece que o dinheiro dos mais abastados está indo para outros investimentos, talvez porque obras de arte têm mostrado um retorno bem fraco, com perdas médias de 5,7% ao ano para peças compradas nos últimos cinco anos.
A mudança de guarda no colecionismo também pesa. A geração baby boomer, que impulsionou artistas como Andy Warhol, está saindo de cena, e os novos colecionadores têm gostos diferentes, o que pode desvalorizar obras antigas.
Além disso, o custo de oportunidade de manter milhões em arte subiu com os juros mais altos, tornando o empréstimo para investir em outras áreas mais atraente. Os leilões de primavera em Nova York serão o grande teste para ver se as peças de altíssima qualidade ainda atraem lances altos, mas a demanda geral segue instável.




