Argentina: O Jogo de Azar dos Investidores em Meio à Montanha-Russa Política de Milei

Destaques
- •Investidores estrangeiros, como Vontobel e Schroders, aumentam exposição à dívida argentina, apostando em rendimentos de dois dígitos.
- •Apesar da queda na popularidade de Javier Milei e temores sobre a economia, analistas do Morgan Stanley veem os títulos em dólar como 'baratos demais' para ignorar.
- •A volatilidade política é esperada até 2027, mas a âncora fiscal e o crescimento das reservas cambiais são vistos como fatores de estabilidade.
Apesar da queda na popularidade do presidente Javier Milei e de sinais de desaceleração econômica, investidores internacionais estão apostando alto nos títulos argentinos. Gestoras como Vontobel e Schroders ampliaram suas posições, atraídas por rendimentos em dólar que chegam a dois dígitos.
Estrategistas do Morgan Stanley recomendam aumentar a exposição aos títulos em dólar de prazo mais longo, considerando os rendimentos atuais como uma oportunidade de compra imperdível. A visão é que a âncora fiscal do país se mantém intacta, as reservas cambiais estão crescendo e o movimento político de oposição está fragmentado, o que limita o risco de perdas adicionais.
Apesar da volatilidade política esperada até as eleições de 2027, os níveis atuais de mercado são vistos como um ponto de entrada atraente em comparação com outras alternativas de crédito em mercados emergentes. A queda recente nos títulos, inclusive, tornou a dívida argentina mais atrativa para investidores como os da Allianz Global Investors, que a consideram uma proposta de valor significativa frente a países como Equador ou Nigéria.
Apesar dos desafios, o investimento no setor de petróleo, impulsionado pela formação de xisto de Vaca Muerta, é visto como uma tendência de longo prazo que deve persistir, independentemente do cenário político. 💰

