Argentina lança plano para cortar 20 mil postos de trabalho na máquina pública
Destaques
- •Governo argentino busca reduzir gastos públicos com plano de demissão voluntária.
- •Medida visa a uma "adequada e eficiente alocação dos recursos públicos".
- •Sindicatos reagem e anunciam protestos contra o que chamam de "demissão extorsiva".
O governo argentino, sob a liderança de Javier Milei, anunciou um novo plano de demissão voluntária com o objetivo de cortar cerca de 20 mil postos de trabalho na administração pública. A iniciativa, que se estenderá por um mês a partir de 1º de novembro, visa a uma "adequada e eficiente alocação dos recursos públicos", conforme decreto publicado no Diário Oficial.
O ministro da Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, destacou que a medida faz parte de um esforço contínuo para reduzir o gasto público e, consequentemente, os impostos. O plano prevê compensações baseadas na idade, contribuições previdenciárias e tempo de serviço do servidor, com uma cláusula que proíbe o retorno à administração pública por oito anos.
A medida, no entanto, já enfrenta forte oposição. A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) classificou o plano como uma "demissão extorsiva" e anunciou protestos. Desde o início do mandato de Milei, mais de 77 mil postos de trabalho já foram suprimidos na máquina pública argentina.

