Anvisa proíbe venda de ashwagandha como suplemento no Brasil

Destaques
- •Ashwagandha, popular em redes sociais, não tem registro e é proibida para uso em suplementos alimentares no Brasil.
- •A decisão da Anvisa ocorre após caso de falência hepática em britânica associado ao uso da erva indiana.
- •A agência reforça que suplementos não podem alegar cura ou prevenção de doenças e orienta busca por profissionais de saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comunicou nesta quarta-feira (21) que a ashwagandha, erva de origem indiana popularizada em redes sociais como o TikTok por promessas de alívio do estresse e melhora do sono, não é autorizada para uso em suplementos alimentares no Brasil. A fabricação, comercialização, distribuição e uso da substância são proibidos no país, pois ela não integra a lista de ingredientes autorizados para este tipo de produto.
O alerta da Anvisa ganhou força após a repercussão do caso de uma mulher britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após o consumo do suplemento. A agência ressalta que a denominação "natural" não garante segurança ou ausência de efeitos adversos e interações medicamentosas.
Ashwagandha: popularidade e riscos
Conhecida cientificamente como Withania somnifera, a ashwagandha é tradicionalmente usada na medicina ayurvédica, da Índia. Nos últimos anos, ganhou destaque em vídeos no TikTok com alegações de controle de estresse, melhora do sono e alívio de sintomas da perimenopausa. Contudo, a Anvisa enfatiza que a popularidade em plataformas digitais não é sinônimo de segurança.
A agência também proibiu terminantemente que o uso desses produtos seja associado a alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças. Suplementos alimentares, por definição, não são medicamentos e são destinados a pessoas saudáveis, complementando a alimentação com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos.
Regulamentação de suplementos no Brasil
Desde 2018, a Anvisa estabelece regras específicas para suplementos alimentares. Estes produtos devem conter apenas ingredientes autorizados, seguir normas de rotulagem e necessitam de registro. Além disso, é vedado que se apresentem como medicamentos ou façam alegações de saúde relacionadas à cura ou prevenção de doenças, conforme diretriz de 1999.
A Anvisa mantém uma página dedicada a suplementos alimentares, onde explica sobre rótulos, benefícios comprovados e cuidados com propagandas enganosas. A agência recomenda que os consumidores busquem orientação de um profissional de saúde para avaliar necessidades individuais e indicar produtos adequados.
Recomendações para o consumidor
Para adquirir suplementos com segurança, a Anvisa aconselha comprar apenas em lojas físicas ou sites confiáveis. É fundamental seguir as orientações de consumo indicadas pelo profissional de saúde, respeitando a dose e o tempo de uso recomendados. Caso perceba qualquer efeito diferente ou inesperado, o consumidor deve informar o profissional de saúde e buscar novas orientações.
Matérias originais
- Por que um suplemento indiano que virou febre no TikTok se tornou alvo da Anvisa · veja.abril.com.br



