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Anvisa amplia uso de implante contraceptivo Implanon NXT para 5 anos

27 de outubro de 2026
Anvisa amplia uso de implante contraceptivo Implanon NXT para 5 anos

Destaques

  • •Anvisa aprovou a ampliação do uso contínuo do implante contraceptivo Implanon NXT de três para cinco anos.
  • •A decisão considera a manutenção da eficácia e segurança do método, além de permitir a inserção logo após o parto ou aborto.
  • •O Implanon já foi incorporado ao SUS e pode custar até R$ 4 mil na rede privada.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso contínuo do implante contraceptivo Implanon NXT de três para cinco anos. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 26, baseia-se em dados clínicos que comprovaram a manutenção da eficácia do método para evitar a gravidez não planejada e um perfil de segurança favorável durante o período adicional de utilização do implante de etonogestrel.

A Anvisa informou que outras agências regulatórias internacionais, como as dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, também já estenderam a duração de uso do método anticoncepcional. Segundo a agência, o principal estudo apresentado não registrou gestações durante o período estendido, corroborando a manutenção da proteção contraceptiva até cinco anos após a inserção.

Novas possibilidades de inserção

Além da ampliação do tempo de uso, a Anvisa incluiu na aprovação a possibilidade de inserção do Implanon logo após o parto e de episódios de aborto, incluindo os ocorridos no primeiro e no segundo trimestres de gestação. A agência considera que essa medida pode ampliar o acesso ao método e reduzir o risco de gestações não planejadas que podem ocorrer pela perda de seguimento após a alta hospitalar.

A avaliação da agência levou em conta evidências científicas e dados de farmacovigilância analisados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Essas análises concluíram pela manutenção de um balanço benefício-risco favorável para essa nova condição de uso do implante.

Implanon no Sistema Único de Saúde (SUS)

O implante contraceptivo Implanon foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em julho do ano passado, a pedido do Ministério da Saúde. Para este ano, estava prevista a distribuição de 1,8 milhão de dispositivos. Na rede privada, o método para evitar uma gravidez não planejada pode chegar a custar R$ 4 mil, incluindo o implante e a aplicação.

Anteriormente, o implante subdérmico de etonogestrel era ofertado apenas para grupos específicos, como profissionais do sexo, mulheres privadas de liberdade e aquelas que vivem com HIV em tratamento com dolutegravir ou em tratamento para tuberculose com aminoglicosídeos.

Como funciona o Implanon

O Implanon é um bastão de plástico com 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de diâmetro, inserido logo abaixo da pele do braço. O dispositivo contém 68 mg do hormônio etonogestrel, produzido em laboratório e semelhante à progesterona. Ele libera continuamente uma pequena quantidade do hormônio na corrente sanguínea, impedindo a liberação do óvulo pelo ovário e alterando a secreção do colo do útero, o que dificulta a entrada de espermatozoides no útero.

Após o período de uso, um novo dispositivo pode ser colocado se a paciente desejar. Caso a mulher queira engravidar, a fertilidade retorna rapidamente após a remoção do implante, de acordo com o Ministério da Saúde.

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