Anatel debate regras para leilão do espectro 6G no Brasil

Destaques
- •Operadoras, emissoras e fabricantes divergem sobre o uso da faixa de 6 GHz.
- •Anatel prevê leilão até 2028, mas enfrenta pedidos de adiamento e exigências financeiras.
- •Definição de regras impactará investimentos e a chegada da tecnologia 6G no país.
O futuro do 6G no Brasil já esquenta os bastidores da Anatel. A agência abriu consulta pública para definir as regras do leilão da faixa de frequência de 6 GHz, essencial para a nova tecnologia, mas a disputa entre operadoras de telecomunicações, emissoras de rádio e TV e fabricantes de equipamentos está acirrada.
As operadoras, como Claro e Vivo, querem adiar a licitação, prevista para até 2028, argumentando que os padrões técnicos do 6G ainda estão em definição e que equipamentos compatíveis podem demorar a chegar ao mercado. Além disso, apontam o alto custo, pois ainda estarão cumprindo obrigações do leilão do 5G.
Por outro lado, a radiodifusão, representada pela Abert, pede apoio financeiro para a migração de seus equipamentos que operam na faixa. Há também divergências sobre a inclusão de investimentos em data centers regionais como contrapartida para as vencedoras do leilão.
A Anatel prevê uma segunda audiência em breve para coletar mais contribuições. O resultado dessas discussões definirá o calendário, os investimentos exigidos e a divisão do espectro, impactando diretamente a chegada e a expansão do 6G no país.
