Alimentos caros corroem valor dos benefícios empresariais

Destaques
- •Empresas aumentaram a oferta de benefícios, mas a inflação dos alimentos diminui o impacto real.
- •62% dos trabalhadores complementam o vale-alimentação com salário próprio.
- •Cenoura, leite e cebola lideram alta de preços, afetando o poder de compra.
Pode parecer que as empresas estão sendo generosas, mas a inflação dos alimentos está minando o efeito dos benefícios. Apesar de oferecerem mais vantagens hoje, a alta nos preços de itens básicos faz com que o ganho real percebido pelo trabalhador caia.
A pesquisa da Pluxee mostra que, em média, são 4,65 benefícios por trabalhador formal. Só que a conta não fecha: 62% deles ainda usam o próprio salário para cobrir despesas com alimentação, mesmo recebendo vale.
O que isso significa na prática? Que o seu vale-refeição, que antes cobria boa parte do mês, agora mal dá para o básico. O grupo de alimentação e bebidas já subiu 1,34% em abril, com itens essenciais como cenoura e leite puxando a fila. A percepção de bem-estar financeiro fica abalada.
No fim das contas, mesmo com mais benefícios no papel, o poder de compra real do brasileiro médio segue pressionado. 📉




